Quem são as amigas da sabedoria, se não a alegria, a sensibilidade,a racionalidade,a liberdade,a igualdade,a justiça ,a amizade e a viabilidade de existir usufruindo das infinitas possibilidades de construção que nossa mente é capaz de alcançar?
Hoje surgiu essa ideia , não é nova mas ao meu ver tem muita procedência, falarmos da contradição entre o declinio fisico e poderiu cognitivo.Desde que nascemos, começamos a morrer: o corpo que emerge à vida já carrega em si a finitude. Simone de Beauvoir resumiu essa ambiguidade de forma incisiva quando afirmou que "viver é envelhecer, nada mais". Ao mesmo tempo em que buscamos nos fortalecer para existir, o tempo que nos compõe escoa, como se a própria vitalidade estivesse ligada à passagem dos dias. Esse paradoxo, no entanto, não precisa ser replicado em nossa experiência subjetiva. Clarice Lispector recorda que "vivemos exclusivamente no presente, pois sempre e eternamente é o dia de hoje; o dia de amanhã será um hoje, e a eternidade é o estado das coisas neste momento". Se mudarmos a forma como nos relacionamos com o mundo, com as pessoas e com as coisas, talvez possamos viver mais plenamente em vez de apenas morrer um pouco a cada dia. A mente, quando ause...
Convido a todos para mergulharmos neste grande filme: MELANCHOLIA Um planeta ou uma condição Humana? O que acontece quando a rota leva até você? Qual a condição humana diante de sua própria natureza? Onde esta o continente de suas emoções? Aquele que faz nossa vida mais suave? Nossas cavernas são mágicas? Existe abrigo de fato alem daquele que ampara suas fragilidades, aflições e emoções? Onde esta a sua competência PARA aplacar a angustia do outro?Estas e muitas outras questões ficam ecoando na mente quando diante desta obra prima de Lars Von Trier. Na medida para nos levar ao apocalipse com as irmãs Justine (Kirsten Dunst) e Claire (Charlotte Gainsbourg), com a lentidão melancólica que convém ao expurgo dos personagens e nos toca pela compaixão do amor que une e cria recursos de tolerância, nessa força plena o filme nos envolve numa viagem profunda ao apocalipse, ao que tem valor, a fragilidade da existência, a significação da morte e da vida.
AUTOGENIA Uma contribuição aos estudos de Filosofia Clinica Penso no nascimento de uma ser humano, como a chegada a um mundo que já está dado, que já está formatado que já está cheio de mundos, de coisas, de pessoas, de cultura, de leis, de freios e de estímulos. Enquanto na vida intrauterina, o mundo e a vizinhança daquele ser se relaciona, com nutrientes que entram diretamente, por um cordão umbilical, na e para aquela estrutura, sem que ela possa fazer a menor escolha. As sensações parecem ser a segunda forma de registro após o enraizamento dos primeiros instantes fisiológicos. Um berço aquático, rodeado por líquidos, perfeitamente ajustados pela natureza para criar condições para que aquela vida aconteça e se desenvolva, assim é a vizinhança de um feto, talvez possamos acrescentar ainda algumas descargas de substâncias que venham através das vivencias que a mãe reflete quimicamente, os sons de dentro e os difusos que vão dando sinais de uma vida fora da li, que só pode ...
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