07/11/2014

Partilha

 Uma máscara aparece aleatoriamente no meio da multidão é o "V" de vingança, resta saber: que vingança é essa? São estarrecedoras as  razões distorcidas, que muitas vezes, ignoram  completamente a raiz de sua determinação.

A politica sempre foi um prato cheio para projeções,quando alguém se enche de ódio para falar de um determinado politico  ou partido, o exagero e a exacerbação pode estar  denunciando algo inversamente oposto ao discurso,  aproveitando o personagem como um veiculo para desaguar frustrações de outra ordem. Algumas represas afetivas podem dar conta de justificar silenciosamente tais respostas comportamentais,   quando se trata por exemplo, de sentimentos antagônicos ligados a uma figura de  laço afetivo profundo , com  a proximidade de tal evidência, que não permitiria nem um tipo de sentimento se quer parecido com ódio.

 A hera tecnológica sistematizou  a coisa da infestação humana excluindo o isolamento por percepção cognitiva, este a quem da noção do isolamento Geográfico e Físico ,vai induzindo o mundo sensorial que sofre reformulações de alguns padrões mais primitivos,é interessante  pensar em sensações que nascem a  partir do pensamento .

O que no passado selava um acordo através do  aperto de mãos, hoje se faz  com um  click entre milhares de pessoa, estes asseguram o compartilhamento do mundo.

Se compartilha de tudo, inclusive dimensões e versões de moral ,afetos e possibilidades de comportamentos  .

Enquanto a mente observa, muitas vezes displicentemente, conquistas e barbarias de múltiplas culturas, passa a ter também por essa via, mais sinapses de consciência, ainda que a banalização das imagens amorteça as  reações,tanto da inércia quanto do movimento,chegamos ao novo sistema de partilha,só que agora não é mais de alimentos e serviços agora é o de consciência.

Na ordem pratica e imediata  das necessidades mais sutis da vida humana,isso pode não significar muito, mas ao longo prazo é revolução certa . 

 Podemos sentir , ver, ouvir, invadir ,espiar, marcar ,corrigir, ocultar e diluir nossas ideias, fazemos  nossas próprias censuras . Acredito que um dia a máxima "respeitar as diferentes culturas", mude de sentido ,devido a proximidade e a paridade de ideias e  que a grande  cultura a ser consagrada no mundo  ,seja a do valor a vida , ao amor  e as múltiplas formas  existência.







06/11/2014

A Infestação Humana



Observe como as pessoas se organizam tranquilamente e naturalmente  para  fazer um "hola" em uma partida de futebol.  Veja também, a rapidez eficiência  para ajudar  vitimas de grandes e devastadoras ações da natureza,

Então quão incrível e cheio de força e efeito é a a frase " O giganteante acordou",que gigante será esse?Será mesmo que ele tem algo a ver com o mundo externo?Tenho sérias duvidas.

Tente subir ao pico de uma grande  montanha então perceba como os pontos vão unido as coisas e modificando a paisagem.

Experimente andar entre os trigais e sinta quão estranho e maravilhoso pode se estar, sem a obrigação de ser igual.Contrastes moldurando uma personalidade diluída . Intrigante!
Ha momentos que só a infestação humana pode agir, fazer diferença e revelar a direção da humanidade.

Em meio a agrupamentos de massas o anonimato consegue a façanha de libertar alguns grilhões dando uma experiencia incrível e transformadora,isso como a mesma força e potencial que imbeciliza e torna a  singularidade ignorada  ,muitas vezes , jogando por terra todo o papo do ser racional, idealista,do livre arbítrio  do ser que escolhe, do ser que evolui .

Despidas de suas mascaras cotidianas, algumas pessoas  aderem a  Infestação Humana ,onde  em instantes  irá se liquidificar ,para então  ser o ser universal, com isso pode, em alguma instância vivenciar  a personalidade cultural ,nela nutrir, extinguir e até mesmo denunciar algum tipo de equivocidade social , necessidade de pertencimento , invisibilidade , até algo de sua mais bruta estiticidade .

Alba Regina / Junho de 2014

05/11/2014

Eco

Ha no mundo contemporâneo uma avalanche de  ideias, sons e imagens que carregam muitas vezes conteúdo toxico e que o sujeito que esta no mundo mal consegue escapar, porque não tem como ligar  nossos sistemas de  filtragem  natural, em constante estado de vigília  .

Então coisas  são internalizadas ,antes que possamos se quer desejar que assim seja, ou que tenhamos a chance de impedi-las de fazer registro no nosso eu . Por exemplo, quando mudamos de canal e vemos a imagem de um jornalista sendo decapitado, não ha como fugir,podemos ignorar mas ela já fez seu registro ,nos tornamos cúmplices ,assassinos e vitima, alem da banalização da violência algo mais tétrico se processa e nos deforma.


Quando ao menos se consegue dar um significado, que se adeque ao nosso processador interno, não temos tanto com que nos preocupar, mas também ha sua forma singular de representação, e uma capacidade de absorção individual que difere de pessoa a pessoa, o que pode tornar o ser refratário de si mesmo ,pois alem daquilo que ele consegue apreender na consciência existem as marcas que se aderem em sua Estrutura de Pensamento e fazem eco sem que o sujeito  perceba a fonte de tal consequência ou resposta.Estando no mundo não ha como fugir dele.




01/11/2014

A Impregnação

Uma forma de contagio cultural, acontece por impregnação de imagens em conteúdos de noticias impactantes, compartilhadas em "real time" por milhares de pessoa, isto posto a qualquer área de cunho real ,imaginário  ou  simbolicamente significativa na Estrutura de Pensamento do sujeito,pode provocar respostas das mais surpreendentes consequências.





Alba Regina/ Novembro de 2014

Multiplicidades



O conhecimento não pode mais ser monopolizado,e neste processo apesar de alguns bilhões de retardatários a mente humana começa se expandir fazendo uso de suas ferramentas de extensão,tais como as que o mundo virtual provê.

Ainda precisamos aprender sobre as distorções deste caminho.

Muitas buscas compulsivas e rasantes, o mergulho fica por conta do interesse pessoal, com isso uma especie de modulação programada vai se instaurando no complexo mental.

Buscas seletivas vão criando uma sensação de pertencimento, destacando diferenças e multiplicidades.

Alba Regina /Novembro 2014

31/10/2014

Fagulha Cósmica

Ela é, muitas e muitas vezes  criada em casa, nas famílias ,na forma de ver o mundo  e de educar nossos filhos,principalmente no quesito afeto.

A  questão da forma, ainda esta em nosso tempo soterrada e perversamente agrilhoada a pesos , medidas, quantificação e posse. Eis ai, um dos nascedouros da corrupção.

Não vejo anjos nem demônios se o voto for dado  pelo questão  da corrupção ficaremos sem opção , sem partido sem régua, pois está praga não tem lado nem partido.   

Apesar de concordarmos que a corrupção não deveria existir ele se dá colada ao ato humano , para agirmos desconsiderando a mesma, teríamos que ter um partido sem pessoas, com seres não tripuláveis por desejos e narcisismos.

 Somos tão infantis enquanto seres pensantes que precisamos que  leis nos contenham, e ficaremos a aplica-las sem tréguas para que possamos nos manter como seres gregários.

Um sistema politico que tem que comprar votos para aprovar projetos fundametaliza o fracasso dele mesmo.

Um sistema politico que não regulamenta gastos e limites de doação a campanhas faz convite ao absurdo.

Um sistema politico que valoriza a moral da estatística derretendo a da ética desmascara a mesquinhez transvestida de pudor.

Um sistema humano que da aval a uma impressa irresponsável e mentirosa está no lodo,precisa,ser filtrado e amadurecer.

Uma reforma nesse pleito se faz necessária e duvido muito que ele seja eficaz sem a participação do povo. Como disse o Contardo Calligares em uma entrevista ao Roda Viva " tivemos um avanço antes se corrompia para por dinheiro no bolso agora é para fazer um projeto ser aprovado " ou também nos dias de hoje para dar força a uma campanha.Tristes tartarugas sociais.

O voto carrega outras coisas, que na maioria das vezes nada tem a ver com escolha de projetos,muito tem haver com o narcisismo, com a insuportabilidade do olhar-se no espelho e se ver fracassado.

É, doloroso demais ficar ouvindo noticias de morte,assassinato ,roubo ,extorsão,corrupção, pedofilia,fome,miséria, assim como nos é a ideia da morte,do fim,da derrota.

Não suportamos a consciência do nosso próprio fim ,vivemos negando,negando,negando..Se nega que o filho usa drogas e nega que sua irmã fez um aborto,que o pai é alcoólatra que o irmão bate na esposa , que o chefe humilha sua competência etc,que sente inveja e medo e por ai vai.

Esta maturidade de olhar para as coisas como de fato são, esta ainda distante da nossa espécie limitada,ela vai se dando a medida que milhares de coisas acontecem.

Pequenos movimentos ,mobilizam bilhões de defesas primitivas, e assim vamos nos arrastando pela limitadíssima vastidão de nossa existência que se apoia num  tempo de fagulha cósmica.

Alba Regina Outubro de 2014


O Ser Urbano




O ser urbano sai de suas tocas, para participar de um grande aventura, a de se misturar a multidão  , como no caso das manifestações, dos shows ,viradas culturais, mostras de cinema e outras mais, encontrando por   ai entre outras coisas uma possibilidade de resgate existencial, movimentando-se na busca de contagio ,por coisas   mais sublimes como a de sair de um egocentrismo  deformador em direção a um todo estruturante.


Alba Regina/ Junho 2014

O Eu Ai



Intrigante: O grande estar ai  da modernidade significativamente pode ser verificado em uma especie de  espelho refratário propiciado pelo "clic" de maquinas fotográficas, em um  instante afetivo do eu em self.

Alba Regina 31/10/14

Sobre o poder da Conciência

Seria a Consciência o caminho mais seguro para validar nossas ações?

Se a consciência por si,surgisse da mais pura observação ,poderia ser um dos  caminho,porem bem sabemos que ela é carregada de moral , de tatuagens culturais,cicatrizes empiricas , pulsões misturadas e primitivas,então ela por si só ,não pode ser bandeira para definir algo dessa monta

17/09/2014

Morrer e continuar vivendo


- O que você acha de um dia morrer?
- Morrer de verdade?
- Suicídio pra ser mais especifico..
- Como assim?
- Eu que fiz a pergunta, você responde, estou confuso e tenho duvidas sobre a morte,sobre o suicídio,
- Quer se certificar, se a morte existe mesmo ou quer saber se tem vida após a morte?
- É talvez seja isso..
- Hummm ta difícil, quero entender..
- Mas é eu que preciso entender melhor..
- A questão pode ser vista da seguinte forma, morrer e continuar vivendo ou é viver e continuar morrendo? você se vê em alguma dessas possibilidades?
- Sim,queria morrer sem continuar nada,sem dor ..
- E como seria se vivesse sem estar morrendo?
- Não sei, nunca senti isso, sempre me senti morrendo, agora mais..
- Como acontece essa dor?
- Ela esta ali, em cada movimento,em cada pensamento,a falta de sentido em tudo a torna cronica,silenciosa, cheia de sombra,algo que vai amortecendo as reações e acabando com a alegria.Uma dor que vem sozinha que não é convidada,que não tem motivo direto,que aparece no imenso vazio...
-Vazio?
- Sim este vazio essa coisa vácuo, ventando sobre o nada.
- Quando ela começou?
- Acho que desde que eu nasci, não lembro...não sei o que aconteceu comigo..em que momento ...
- Me fala TUDO,desde que nasceu,vou ser a sua “Miss Marple” a investigar essa dor?
- Só sei o que aconteceu ...é triste ,minha mãe,ela morreu logo depois eu nem pude sentir . Ai ficou faltando isso, ela falta, mas eu não a conheci, não sinto falta, porque eu não pude sentir ela, mas não é isso , eu tenho  uma mãe viva,ela vai me fazer falta .
- Ela te faz falta?
- É, ela faz, porque eu sinto que ela ta indo embora,ta com 87 anos ..
- Então você ta pensando em pegar carona com ela?
- Se eu tivesse alguma certeza, sim,eu não vou ainda só porque não quero que ela sofra,
- Como seria se tivesse certeza?
- Bem eu não estaria aqui, não sofreria mais com o vazio.
- Que bom que tem duvida..
- Por quê?
- Ela é algo seu que vive sem estar morrendo, é sua vontade de vida. Você ta sentindo esse vazio agora?
- Agora to sentindo uma irritação,porque você não quer me falar o que pensa da morte,fica me enrolando,dando uma de psicóloga chata?Porque não me diz alguma coisa?
- Eu sou sua amiga, só isso,nem salvadora,nem psicóloga, amiga ,Ok?Vem cá você sabe porque o Sol é Considerado a Estrala da Morte?
- Ai ai ai ,lá vem você com suas metáforas, ta vou fingir que eu não sei pra você poder falar.
- Ok, ele é considerado assim porque ele queima sem parar, mas o fogo é a parte viva ,a que tem movimento e ele existe porque tem muito núcleo ,muita massa ali ..
- Ta e dai?
- Dai,você é um sol..pense nisso quando estiver sozinho.
- Ai ai ai..
-  Ok,vou ser mais pratica,  você já assistiu Forrest Gump?
- Sim, ha muito tempo, por quê?
- Tem que assistir de novo, lembra o que a amiga fala pra ele quando vê que ele vai apanhar dos outros garotos?
- Sim ela diz "Corra Forrest! Corra!"
- Sim e é isso que eu tenho pra te dizer quando a vontade de morrer  quiser te aprisionar , "Corra Forrest ! corra!"
- (Risos) só você mesmo, vou ver o filme hoje mesmo.
- Legal, depois quero saber das suas pernas.


25/08/2014

Origem dos Deuses

Eles não são seres ,não são pessoas,muito menos são coisas ou objetos possíveis.
Eles são nada mais e nada menos que sentimentos.Nascem no justo momento em que a primeira alegria ou a primeira dor acontece.
Vão se desdobrando entre os prazeres sensoriais primitivos e a expressividade.
Conforme a força em que se apresentam causam tamanho espanto que não são reconhecidos em toda sua abrangência, sempre  a partir do sujeito que é o primeiro motor para a existência de um Deus ou  um efeito projetivo de externa ação , que só a percebemos como mágica de um ser superior.
Na insuportabilidade do vazio ,da solidão que acomete o ser humano e pela força devastadora que esta realidade provoca em sua , estes Deuses entram em ação,criando paragens para que a mente possa recuperar suas forças e seguir a vida, como quer a vontade de poder.A resiliência então é a grande morada dessas forças que singram pela atemporalidade do pensamento multiplicando-se,desdobrando ou até se retraindo a  cada percepção afetiva.

29/04/2014

Analise do Filme "O PERFUME"


O PERFUME - Analise filosófica.

 Um filme recheado de detalhes sobre o super olfato do protagonista , eficiente em mostrar a personalidade perversa e impermeável de Jean Batptiste, muito bem interpretado por Ben Whishaw, que personifica um serial killer  , obstinado em  sorver o perfume das mais  belas moças,todas muito jovens,angelicais e virgens,verdadeiras flores a desabrochar ,que precisam ser colhidas no auge de sua pureza. Isso posto na  visão doentia e limitada do personagem, representado com muita agudeza em suas distorções, como espelho dos resquícios de uma cultura  medieval .

Infelizmente,  são distorções  ainda bem próximas do imaginário contemporâneo, em que a pureza e a virgindade seriam sinônimas.

Contextualizando o cotidiano e a cultura da França do Séc XVIII, mostra como a pobreza, a sujeira e o mal cheiro imperavam.

Foi precisamente neste quadro social, que nasce Jean Batptiste,   entre cabeças e escamas de peixes. Seu primeiro grito pela vida  resultará na morte de sua mãe .Assim cada vez que o personagem sai de um contexto para entrar em outro, um padrão de ação e reação é formado. Um rastro de mortes recai sobre seus passos, mesmo sem que tivesse qualquer intenção ou ação direta sobre os acontecimentos.

Este movimento serve como uma simbologia distorcida sobre as mudanças de etapas da vida, mostrando o peso e as perdas que o ganho da maturidade pode trazer para algumas pessoas. 

Vemos um ser humano que se constrói a partir de um mundo  árido ,desprovido de qualquer afeto ou aconchego familiar, jogado ,explorado e abusado emocionalmente.

Sua personalidade perversa  vai despontando como uma rocha dura , inquebrantável, sendo moldada basicamente por registros olfativos. 

O personagem, de alguma forma, personifica o mito da caverna, na singularidade de seu mundo interno, formado por suas impressões e sensações primitivas , sem o crivo da moral ou da ética . Isto posto ,vale lembrar que Platão nos alerta ,para as distorções dos sentidos, sua imprecisão e inferioridade diante do mundo das ideias  .

Mas como fica o mundo onde todas as concepções afetivas e cognitivas se fundamentam apenas por um dos sete sentidos, o olfato?

 Jean Batptiste nos da uma ideia aterrorizante de como essa dominação sensorial  pode forjar uma existência. 

A história é rica em detalhes sobre o universo olfativo, também muito bem fundamentada na questão criminal, mostrando o aspecto ritualístico de um criminoso, suas compulsões, manias  e obsessões.

O Perfume é um prato  recheado para o encontro  de fundamentos psicológicos que vão determinando o comportamento do sujeito e seu destino trágico. Muito eficiente em nos fazer ir além do roteiro, faz com que enxerguemos o  sentido e a lógica que move aquele assassino.

Jean Baptiste parece andar na busca  de um cheiro próprio,de uma identidade, do amor das pessoas. Talvez seja isso, é difícil saber ou julgar, mas quantas  atrocidades já foram cometidas por muito menos? 

Chamo atenção para uma cena que acontece em praça pública, onde minutos antes  de cumprir sua  sentença de morte, Jean Baptiste, abre o frasco e joga aos sete ventos um cheiro único, puro , a essência de todas as essências. Quando a multidão  é arrebatada pela força sensorial ,não há mais limites, roupas são arrancadas, todos ficam nus e inflamados de ternura e  amor . Ninguém escapa, nem os que sofreram mais profundamente o peso daqueles assassinatos podem resistir.

O Perfume faz surgir a compaixão tão ausente  na vida daquele ser e,  através dele, Jean leva a multidão até o lugar onde sua própria experiência olfativa o estruturou, enfim neste instante, pode encontrar a sua tão desejada existência . No gozo em seu olhar o prazer equivocado sobre a fantasia de estar incluído, de estar entre iguais. 

O perfume idealizado o movia arrancar  vidas, com a mesma motivação que um florista arranca flores .O fato de ter surgido dos lugares mais baixos  e densos e sua capacidade de sobrevivência se amparam na busca de seu próprio cheiro e com ele talvez uma fantasia de ser amado e incluído  . Uma fórmula que leve o mundo em direção às sensações mais doces e suaves ao prazer supremo. 

Jean Baptpiste fundamenta toda sua existência onde uma criança teria apenas as primeiras impressões do mundo , ele decifra a vida pelo cheiro, que dela as coisas e as pessoas emanam. 

Shakespeare no seu imortal  Hamlet nos agenda na duvida do seu "ser ou não ser,eis a questão" . Como seriamos se submetidos a mesma realidade da vida de Jean Batptiste? Ser ou não ser pode ser simplesmente uma questão de condição de possibilidade e adaptação. 

Por fim, diante da nudez plena da espécie, nada mais parece ter sentindo  a frente da própria força da vida e, neste movimento o monstro, é devorado  pela mesma paixão que movia seus atos.

 (Alba Regina Bonotto)