03/04/2012

O Mundo FacebookRivel


As redes sociais,  como um lugar para se estar , como estamos nos pensamentos. Um mundo mental com estímulos virtuais que mistura universos pessoais, o seu com o de outros. Essa relação de sua face virtual com seu mundo interior merece e deve nos levar a  algumas indagações. Não estaríamos exercendo aquilo que muitos filósofos chamaram de extensão?( Para o contexto “árvore” o valor de verdade não se altera com a mudança de extensão para Pessegueiro.)  Temos ou não uma nova extensão de nosso mundo individual, num sistema sócio-digital, menos sujeito as castas culturais? Será que todo esse acontecimento que iniciou no Orkut e foi aprimorado no facebook,  não está revelando algo  da nossa espécie?  Se for um modismo ,como alguns dizem, merece menos atenção filosófica?

Uma faísca é o suficiente para acender uma fogueira,  então , não há como ignorar que  a mente universal começa a se formar,mesmo que ainda seja só um faísca ,seu primeiro motor Aristotélico já  iniciou os trabalhos.  Como todos sabem ela surgiu na primeira conexão virtual , até nos dias de hoje pelas redes sociais. Este é o momento de “facebookar”,  ideia que surgiu do desejo,  de alguns garotos para encontrar um caminho mais rápido ao encontro do outro ou das garotas. É certo que as relações virtuais ainda carregam um infantilismo alegórico,o que é mais coerente com o ponto evolucionário da mente humana , que ainda é “primórdica” . Da mesma forma que a superficialidade se faz constante, há mergulhos profundos, consciência co -compartilhas e uma força partilhada . Ao descobrir que o outro está ON ,que vibra,  sente , dança e transita pelo mudo, descobre-se que as diferenças estão mais no esteticismo do conteúdo do que na intenção do clic, nessa visão ampliada da face do outro, eu descubro uma nova forma de humanidade, uma nova forma de viver no mundo , o outro é extensão minha , do meu cogito e da minha realidade, isso posto, fica claro que cada vez menos será possível ignorá-lo.


Sempre se falou do homem que se mistura a máquina, mas e essa mistura de realidades? O mundo paralelo já não é mais uma teoria, é uma realidade e nele experimentamos estar ligados e conectados uns aos outros, mesmo que rapidamente. Estamos conectando e criando interseções mente-a-mente.  Como naquela cena inesquecível do filme “AI – Inteligência Artificial” quando o ser do futuro, toca no ombro do robozinho, todos os seres  daquele novo mundo,sentem e vivem a saga, a dor o medo a determinação que fizeram aquela criatura ultrapassar a barreira do tempo, em busca da mãe amada e isso coloca toda aquela espécie  mobilizada  no propósito de recriar o mundo,  para que o menino robô, possa viver o sentido de toda existência, ou  seja, ele foi construído para amar sua mãe e amou , como amou. Estes seres do futuro, apesar de serem totalmente diferentes não ignoram a existência daquele pequeno ser mecânico e ao contrario de banalizarem a busca em função disso,  valorizam o que sente, e o fato de ser um robô  não teve a menor importância , foi o sentido da existência  e da sua busca que importou. Imagino assim a  hera da  universalidade. Por isso, cada vez mais é impossível  ignorar as diferenças, a dor da guerra o primitivismo de certas religiões . O mundo terrestre acontece a favor da vida e é por ela que seu devir acontecerá.


 A mente universal não pode e não vai aceitar a alienação da existência do outro, mesmo com distâncias impensáveis,  a mente  digital  nos está aproximando através do meu e do seu espaço virtual, é o outro que nos trás noticia dele por ele mesmo  sem intermediários,assim como está para nós, estamos para ele. Sim há muitos perigos, como sempre existiram nos lugares transitados pelo homem, cabe a nós mesmos criarmos o senso e direção a este movimento, para que  se torne um meio, um transporte, para evolução de um eu universal mais humanizado.

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