02/03/2010

RENACIMENTO DO EU QUE EXISTE AI.

Particularmente não só acredito no que disse como tenho a mais precisa impressão desse abuso do catolicismo sobre a natureza humana e o reconheço dinâmico ainda nos dias atuais. O exemplo clássico: - 1-Um padre para o "ser" tem que "ser" assexuado e renegar sua natureza e lutar contra ela a vida toda até que morra ou pecar e se arrepender infinitamente - 2 O massacre pela interpretação satânica de inocentes na inquisição - 3 A proibição do acesso ao conhecimento não institucionalizado. - 4 O confisco e destruição e ou reedição modificadas de livros dos grandes pensadores - 5 O assassinato de todos que ousavam se rebelar - Estas imposições ao que o homem é capaz de descobrir, modificar e desejar, perfeitamente resulta em perversidades de toda natureza, desde maltratos com sigo no autoflagelo, até comportamentos de afetividade distorcida como pedofilia, esquizofrenia etc


Ao nos deparamos com acontecimentos históricos do fim da idade média, tais como a queda do Império Romano a descoberta das Américas, ascensão da burguesia , percebemos a  que direção a humanidade caminha.   Tais acontecimentos marcam o fim de uma era pautada na contemplação do Divino, de submissão e degeneração da personalidade humana. Em prol as leis doutrinárias,  o mundo dos homens é praticados por homens e não há como escapar por mais que se invente dogmas e teorias o verdadeiro Deus é o homem que cria, essa é verdadeira trindade, "o homem é quem faz, homem é quem muda e o homem é quem submete". A Grécia Antiga nos mostra um movimento que não se bastou em si,  no que se refere às respostas praticas e muito menos ao que se refere a respostas míticas. Porem foi um mundo de grandes pensadores, grandes filósofos grandes observações do homem na Natureza e da Natureza no homem. Por não se bastar e ter por conseqüência da liberdade de proliferar valores, crenças e atos diversos entre si, este mundo foi ruindo, não resolvia uma questão básica: a perenidade da existência, capacidade de defender-se dos eventos naturais e das guerras entre Cidades estados e da diluição dos valores ANTE a diversidade. Então vem a idade media, com uma instituição que se forma em nome de um ser superior e o usa para ser perene, porem também é ineficiente apesar de ser constante e progressiva. Este caminho, do catolicismo medieval "estuprando" o ser (o obrigando a se comportar de maneira diversa a sua natureza, renegando sua força suas capacidades de movimento, de criar, inventar, desvendar e desejar) pela obrigação a crença institucionalizada. Não teria durado tanto tempo sem a imposição da força. Neste dois pólos a paradoxalidade  da liberdade ineficiente versos o aprisionamento emocional institucionalizado. A que se observar, a natureza humana se move, mesmo que atolada em leis adversas a ela e entre traves . Em todos os cantos e tempos, temos seres humanos e estes evoluem
se direcionam para o futuro, seja para construir o conhecimento, seja para o ciclo da própria vida . A historia da filosofia nos mostra que nos sabemos capazes de crer em um ou em muitos Deusese , porem vivemos existindo e buscando a evolução deste existir através do bem pensar que vai abrindo portas no dia pratico das pessoas, com ajuda sempre muito eficaz do poder financeiro, que instiga o surgimento de novas classes capazes de ter autonomia para buscar novas soluções. Assim chegamos ao Renascimento.




. Não tenho duvida que a idade media teve um valor histórico de organizar e sistematizar comportamentos, criar um código geral em comunidade com grandes nomes a se dedicar na construção do mundo melhor, conseguiu manter por muito tempo a união de suas ovelhas .Mas a apropriação do saber para domesticar o homem, a apropriação de uma condição divina, não lhe parece imoral? Não serei eu uma reles estudante de filosofia que ira categorizar as coisas, , afinal temos inúmeros pensadores que debatem ainda com mais força, e claro com bons argumentos. “Veja Manoel Kant que desconstruiu o argumento Ontológico que define Deus como um personagem formulado cognitivamente, não-empírico”. Já Friedrich Nietzsche parte de outros princípios, de revolta literalmente, denuncia o Apostolo Paulo de Tarso em sua apropriação da idéia de Deus e a deturpação das sagradas escrituras, conforme interesses. Nietszche usa a famosa frase "o evangelho morreu na cruz" por que na visão do filosofo o evangelho se tornou não o que Deus queria, mas os que os homens dominantes de seu tempo queriam, chega a inferir que ideologicamente Jesus foi o único católico de verdade. Tenho minha convicção sobre estes assuntos, em bases psicológicas levando consideração os Princípios de Prazer, a teoria da libido os mecanismos inconscientes, a parte fisiológica do ego, a vida pulsional de nossa mente e de nosso corpo, reveladas por Freud na sua magnífica obra, também por discernimento lógico, afinal também necessito crer e mais ainda por base filosófica como mostrei acima. Psicologicamente sabemos da necessidade humana de acreditar e de dar fé aos criadores de ilusão e mitos, em busca de um conforto emocional que a estabilize e as direcionem.
O que não aceito é que se perverta coisa tão genuína essa necessidade em prol a manutenção de um sistema que já despencou, podemos ate supor que a mola propulsora dessa queda é força humana de ressurgir, pois -Ressurge Burguesa - Ressurge encontrando novas terras - Ressurge criando novas igrejas  - Ressurge Curiosa e ávida por respostas por avanços no que pode validar e preservar a espécie. No início dos tempos a instituição católica deu conta destas necessidades, mas se perverteu na administração das ilusões e na petulância, porque na verdade não podia matar todos seus seguidores nem todas as pessoas que começavam a enxergar suas falias, afinal seres humanos são o que são e existem aquém de suas religiões.
Todos estes pontos convergem para o Renascimento.

Quanto a discutir A frenagem que supostamente a igreja realizou na brutalidade da época, não posso concordar - Quem pode dizer que não teríamos evoluído muito mais, quem pode dizer que nesse tempo não teríamos nos tornados nós mesmos infinitamente melhores do que somos? E quanto os milhões de mortes?
Seria esta uma hipótese valida , ao meu ver no sentido de tentar descobrir por que o ser humano é seu próprio algoz.



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